Carolina Patrocínio é um rosto caro aos petizes que a acompanham aos sábados de manhã na SIC através do"Disney Kids", programa do qual é co-apresentadora, juntamente com Francisco Garcia. Trabalha desde os 16 anos por opção própria, situação que conjuga com os estudos em Comunicação Social. Aos 20, foi convidada para ser a cara de Carnaxide para o evento
Rock in Rio 2008.
A jovem apresentadora enfrenta agora um novo projecto que abraça com entusiasmo
Rock in Rio 2008. Interrogada se uma das cabeças de cartaz, Amy Winehouse, integra as suas escolhas musicais, responde que gosta bastante, até porque a cantora tem vindo a ser recentemente catapultada para a fama, e trauteia uma das suas músicas conhecidas. No entanto, a presença que lhe encheria as medidas no festival seria a de Jennifer Lopez.
A sua afinidade com as crianças é algo inato, ou é imposição das circunstâncias?Tenho uma óptima relação com crianças. Em minha casa somos seis irmãs, logo convivo diariamente com crianças, pois as mais novas ainda são pequeninas, quatro e seis anos. E é algo inato, faz parte da minha maneira de ser, o que facilita bastante o meu trabalho.
Começou a trabalhar aos 16 anos. O que a levou a tomar essa decisão?Desde pequena que sempre fui menina de espectáculos a primeira bailarina no ballet, a protagonista no teatro, a que fazia festas em casa para os pais. Fui eu que saí de casa à procura, fiz o "casting" e fiquei. Mas não perdi nada da adolescência. Sinto que esta experiência criou em mim o sentido de responsabilidade, porque só depende de mim chegar a tempo às gravações, saber os textos, não tenho os meus pais para me safarem. O "Disney" também nunca me ocupou todo o tempo, sempre estudei e saí à noite.
A família apoiou-a?Sempre me apoiou, apesar de ter uma posição discreta na relação que tenho com o trabalho.
O "Disney Kids" é um projecto para continuar ou pretende dar o salto?Gostaria obviamente de experimentar outro tipo de programas.
Nos EUA, figuras como a Christina Aguilera ou Britney Spears começaram pela Disney e atingiram o estrelato.No caso da Britney Spears, a fama teve também um lado negro derivado da falta de estrutura familiar. O "Disney" foi uma escola, e isso a nível de currículo é óptimo. Tudo o que sei aprendi aqui, é uma equipa pequena, uma família. É um privilégio estar colada a uma marca internacional de sucesso, com regras e valores.
Está a tirar o curso de Comunicação Social na Universidade Católica. O jornalismo é a sua meta ?Estou a estudar jornalismo. Neste momento, faço entretenimento e é isso que gosto de fazer. Mais tarde, quem sabe se não opto pelo jornalismo. Gostava de ser pivô.
Como encara o novo desafio de ser a cara da SIC para o Rock in Rio?Com responsabilidade e orgulho, por ter sido escolhida para este projecto, mas sem vaidade. O Rock in Rio está associado a causas sociais, é muito mais do que um festival, do que concertos rock. É um novo conceito, dirige-se a toda a família. Acima de tudo, interessa-me o aquecimento global, uma preocupação que o festival também veicula.
Reagiu ao convite com surpresa?Reagi ao convite com interesse, empenho e curiosidade.
Recentemente esteve no Rio de Janeiro. Fez alguma pesquisa?Fui de férias e conheci a cidade. Aproveitei para perguntar às pessoas pelo Rock in Rio, pois foi lá que nasceu o festival, mas, curiosamente, já houve mais festivais em Portugal do que no Rio, já devia ser "Rock in Lisboa".
Vai seguir a linha das suas antecessoras Sílvia Alberto e Rita Andrade, ou pretende imprimir o seu cunho?Sigo o trabalho de outras apresentadoras, mas quero desenvolver a minha marca pessoal, o meu estilo.
Como se vê daqui a 10, 20 anos?Espero continuar no ramo. Não quero obrigatoriamente aparecer na televisão por aparecer. Quero participar em projectos em que acredite e com que me identifique. Uma das minhas referências fora do país é a Oprah. Em Portugal, gosto da Catarina Furtado.
Aparece recorrentemente na imprensa cor-de-rosa. Tem alguém que gere a sua imagem?A minha imagem sou eu, ninguém a gere por mim. A exposição tem a importância que nós lhe quisermos dar e não nego que fique indiferente, mas tento abstrair-me ao máximo e fazer a minha vida normalmente. Tenho uma base familiar com uma estrutura impecável, que me ajuda em tudo - e é aí que me resguardo, no meu círculo fechadíssimo de amigos e família que me rodeia. Não me sinto vítima das revistas cor-de-rosa, porque não lhe chego a dar esse peso. As barreiras que distinguiam espaço público de esfera privada estão a desvanecer-se. Hoje em dia, as pessoas não conseguem distinguir o que é de domínio privado do que não é, acham que tudo tem de ser público. Claro que é difícil discernir o que é de interesse público, mas a comunicação devia ter limites.
Fonte: JNAutores: Elsa Pereira, César Santos